Pré-eclâmpsia e síndrome de Hellp sintomas e tratamentos

Pré-eclâmpsia e síndrome de Hellp sintomas e tratamentos

A síndrome de Hellp é uma complicação obstétrica muito rara, pouco conhecida e com difícil diagnóstico, que acontece durante a gravidez ou no período pós parto e que em casos extremos pode mesmo causar a morte da mãe.

A Síndrome de Hellp ocorre com o agravamento no quadro de mulheres que sofreram de pré-eclâmpsia, ou seja, hipertensão gerada pela gravidez (>140/90mm/Hg). Estima-se que 8% das gestantes que sofrem de pré-eclâmpsia desenvolvam a síndrome. Esse número indica, em percentagem geral, que o problema atinge de 0.2% a 0.6% das gestações.

A prevalência de Pré-Eclâmpsia em Portugal atinge os 2 a 3 % das gravidezes. Se não for diagnosticada a Pré-Eclâmpsia (hipertensão gerada pela gravidez (>140/90mm/Hg)) progride normalmente para a síndrome HELLP.

É importante informar o médico que a acompanha na gravidez sobre o historial familiar e possíveis sintomas que possam estar relacionados com a doença. Toda a informação é importante.

É possível evitar uma Pré-Eclâmpsia?

  • Não existe forma de evitar uma Pré- Eclâmpsia, deve-se ter atenção ao questionário e à história familiar da grávida, e identificar os potenciais sintomas.
  • Avaliar com regularidade a pressão arterial e fazer uma avaliação qualitativa da amostra da urina.

Principais fatores de risco da Síndrome de Hellp

  • Idade da mulher (nos casos de gravidezes mais tardias aumenta o risco);
  • Pré-existência de doenças crónicas do coração ou rins;
  • Pressão arterial elevada;
  • Excesso de peso;
  • Diabetes;
  • Lúpus.

Principais sintomas da Síndrome de Hellp

Os sintomas da Síndrome HELLP, normalmente, surgem durante a gestação, mas também podem acontecer no pós-parto.

Os sintomas da Síndrome de Hellp mais comuns são os seguintes:

  • Dores de cabeça persistentes;
  • Perturbações da visão;
  • Hemorragia;
  • Edema;
  • Náuseas e vómitos;
  • Proteinúria;
  • Inflamação e dores abdominais;
  • Hipertensão.

Caso a situação se intensifica, ou seja, se torna mais grave pode dar origem a edema agudo dos pulmões, insuficiência renal, falência cardíaca, hemorragias e rutura do fígado. Nas situações mais graves, pode ocorrer mesmo a morte materna.

A grávida que apresentar sinais e sintomas que possam ser associados à Síndrome HELLP deve consultar imediatamente o obstetra ou ir ao pronto-socorro, principalmente se sofrer de pré-eclâmpsia, diabetes, lúpus ou problemas no coração ou nos rins.

Pré-eclâmpsia e síndrome de Hellp sintomas e tratamentos

Pré-eclâmpsia e síndrome de Hellp sintomas e tratamentos

Diagnóstico e prevenção da Síndrome de Hellp

O diagnóstico precose é fundamental para prevenir a evolução da pré-eclâmpsia para síndrome de Hellp.

Atualmente, há testes laboratoriais que permitem, numa fase muito inicial da gravidez (nas primeiras 12 semanas), detetar substâncias produzidas pela placenta e que se sabe terem um comportamento diferente nas mulheres que poderão vir a desenvolver hipertensão.

Os dados do exame são associados à ecografia obstétrica e à história clínica da mulher (são fatores relevantes a idade, o peso, diabetes, entre outros.). Doses reduzidas de aspirina ou cálcio, vitaminas C e E, e ácido fólico, podem ajudar a prevenir a pré-eclâmpsia e, consequentemente, uma possível incidência do síndrome de Hellp.

Como se pode tratar a Síndrome de Hellp

Nos casos graves, o único tratamento eficaz para a síndrome de Hellp é a interrupção total da gravidez, independentemente do período de gestação da mesma. Caso seja necessário atuar numa fase inicial da gestação, o feto vai conseguir sobreviver devido a prematuridade.

O tratamento para Síndrome HELLP depende assim essencialmente da idade gestacional da grávida, sendo que é comum que, após as 34 semanas de gestação, se provoque o parto precoce, para evitar a morte da mulher e o sofrimento do feto.

Nos casos em que a grávida tem menos de 34 semanas de gestação, podem ser feitas injeções de corticoesteroides no músculo, como a betametasona, para desenvolver os pulmões do bebé com o objetivo principal para que se possa adiantar o parto.

No entanto nos casos em que a grávida tem menos de 24 semanas de gestação, este tipo de tratamento pode não ser eficaz, sendo necessário fazer a interrupção da gravidez.

Relembramos mais uma vez que deve comunicar ao seu médico possíveis sintomas que identifique com esta doença. Seja vigilante.

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